O primeiro ano do Pedro...

segunda-feira, outubro 17

San Pedro de Atacama - Parte II





















































































































































































































Chegando a San Pedro do Atacama, encontramos uma realidade bem diferente do que pensávamos e do que vivenciamos na parte Argentina do deserto. É uma cidade pequena mas apinhada de turistas de todas as partes do mundo e que, por isso, ficou com um aspecto bem comercial. Tentamos a todo momento fazer um paralelo com alguma cidade do Brasil e chegamos a algo parecido com o povoado de Maringá em Visconde de Mauá... lá tem muitos restaurantes, bares, lojas, artesanatos locais, etc o que dá um certo charme ao lugar também. De qualquer maneira, esta estrutura, ajuda a ter um maior conforto nessa parte da viagem. Vale lembrar que o "marketing" em torno do deserto "aconteceu", na cidade San Pedro de Atacama, porém a área total de sua extensão, engloba regiões da Argentina e Bolívia que não são tão exploradas e conhecidas ainda.







O local em si, concentra muitas opções de turismo e passeios como as Termas de Puritama (com suas águas limpas a 33 graus – aquecidas pelo vulcão - em meio ao deserto), os Geisers do El Tatio, Vale da Morte, Vale da Lua (com o atrativo de assistir o por do Sol), Salar do Atacama, Parque Nacional dos Flamingos, etc e etc. Todos estes passeios estão num raio de até 100 quilômetros de distância e existem operadoras locais que prestam este tipo de serviço. Durante a estadia na cidade, tivemos manhãs livres para passeios e compras na região e o nosso grupo (Gaia Expedições) optou por realizar os passeios em horários diferentes das operadoras de turismo local. Neste sentido, chegamos ao El Tatio no final do dia para ver o por do sol o que nos permitiu visualizar o fenômeno dos Geisers praticamente sozinhos e a uma temperatura mais amigável e perto de zero graus do que abaixo disto para àqueles que vão no início da manhã. Aproveitamos para aquecer uma caixa de chocolate quente que deu uma espantada no frio da noite!
Quando aos restaurantes, jantamos em três locais diferentes. A maioria deles são muito aconchegantes com fogueiras e lareiras no local para aquecer o ambiente. O primeiro foi o Adobe (o melhor do lugar) com pratos variando entre carnes, peixes e crustáceos (estamos a apenas 200 quilômetros do Pacífico), no segundo dia fomos "na Casona" (acho que era esse o nome) em que comemos saladas e uma Parrilla Chilena. No terceiro dia fomos na Casa de Piedra, uma pizzaria honesta mas nada parecida com as pizzas que estamos acostumados aqui no Brasil.
Sobre a arquitetura local, o vilarejo é muito simples e como se trata de um deserto, não há motivo, por exemplo, para se preocupar com telhado em um posto de gasolina, ou mesmo em casas com calhas, uma vez que praticamente não chove na região. As construções são todas de um tijolo local e também as que utilizam madeira, na sua maioria, são madeiras dos cactus gigantes que falamos, os cardones que eu confesso não ter noção de que eram assim resistentes para construções civis.

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