O grande lance dessas viagens em expedição é que você pode ter muitos contra-tempos e mudanças repentinas nos planos.
O dia 12/10 foi mais um desses dias. Após o meu carro finalmente voltar a funcionar, saímos do Tucuman com rumo ao alto das cordilheiras, para dormir em uma cidade chamada El Peñon. Essa cidade fica numa altitude de 3.365 metros acima do nível do mar e, obviamente, os menos experientes estavam ansiosos em relação ao mal da montanha, uma vez que o problema de meu carro levou a uma perda de um dia de aclimataçao na Vila de Tafi del Vale, que fica a uns 2.000 metros de altitude.
Bem, acordamos cedo, tomamos café e saímos com destinho a El Peñon, passando por Tafi del Vale (que visual show), Santa Maria (onde reabasteceríamos os carros, os galões de combustível extra, água e rumo ao deserto)... seguimos viagem. Subindo a cordilheira e atingindo um altiplano, que fica a uns 2.400 metros de altitude. Uma estrada nova, plana mas com uns ventos bizarros e dirigindo no meio de uma tempestade de areia. Passados uns 80 quilômetros de Santa Maria, o Tadeu chama no rádio dizendo que estava com um barulho estranho no seu carro e que iria encostar.
Como éramos o primeiro carro a sua frente, peço para a Renata (que estava dirigindo naquela hora) para dar a volta para avaliar a gravidade da situação. Paramos o carro, no meio do deserto e dou partida... forte barulho de batida metálica no motor. Chamamos a cavalaria, e lá retorna Marcelo (chefe da expedição), Jean e Chimbica (o mecânico) que não acreditava que poderia ter acontecido outra zica.
Ligado o carro, eles ouvem o barulho e Chimbica decide abrir o motor no meio do deserto com rajadas de areia... quando abre o cabeçote, olha o tamanho da encrenca e sentencia... ferrou!!!! Sim, esse era um problema sério. O segundo em três dias, era muito azar.
Decidimos, rapidamente, voltar para Santa Maria com o carro do Tadeu Rebocado. Fomos ao nosso posto de abastecimento com uma sentença, o carro teria que retornar ou para o Brasil ou para Tucuman (de novo?) para que o motor pudesse ser reparado.
Achamos um hotel e buscamos um serviço de guincho. Nada comum nessa parte da Cordilheira...
Contatamos o José Bru, o amigo argentino que me referi em um post anterior. Ele coordenou todo o esforço relacionado a oficina, guincho e transporte do Tadeu e da Maristela de volta a Tucuman.
Por sorte, depois de desmontarmos todo o motor, descobrimos que o defeito era pequeno e que o carro será consertado a tempo de nos encontrar em Salta.
Infelizmente tivemos que optar por deixar um dos nossos para trás e seguir viagem. Não tinha jeito...
O Tadeu me enviou um e-mail há pouco (14/10 - 23:00) dizendo que já estavam em Tucuman e que o carro será trabalhado a partir de segunda. Boa sorte para esse amigo de viagem...
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