Ficamos um tempo sem postar (e a viagem acabou ontem) mas é que as coisas foram um pouco intensas neste final. Retomando nossa viagem...
Saímos de Santo Antonio de Los Cobres no dia 16/10, bem cedinho (7:30 da manhã) com 3 graus negativos. Seguimos com destino a Paso Sico, dirigindo por mais uns 300 Km de estradas de rípio (terra + cascalho), passando por dois salares fantásticos até chegar à fronteira.
Chegamos na fronteira, fizemos os trâmites burocráticos (na verdade esse Paso é bem tranqüilo uma vez que quase ninguém o usa – tem um asfaltado a uns 100 km mais ao norte, chamado Paso Jama), seguimos em direção à fronteira propriamente dita, onde paramos para tomar um lanche e comer tudo o que não poderia entrar no Chile, como embutidos, mel, frutas, pães que já estivessem abertos, sucos abertos e etc. No meio desse nosso piquenique, antes da linha de fronteira – quem se lembra do War com as fronteiras bem desenhadinhas, nessa fronteira tem uma estrada simulando a demarcação da linha entre os dois territórios... muito interessante – quando chegou um carro dos Carabineros do Chile (Polícia local). Vieram nos perguntar o que estávamos fazendo quando Chimbica, nosso mecânico, percebeu que o carro deles estava com o pneu furado. Resumindo, trocamos o pneu deles inclusive com o nosso macaco, sendo que nós estávamos de um lado da placa de fronteira (ainda na Argentina) e eles do outro lado da placa, ou seja, no Chile, foi bem engraçado a situação.
Seguimos adiante para o controle sanitário do Chile que acontecia normalmente naquela cabine, a mais de 4.000m de altitude. Neste momento, descobrimos que o controle seria feito apenas em San Pedro do Atacama e lá só foi feito uma entrada. Que alívio, juro que achei que fosse ter um treco. Como sou proprietária do carro e neste momento os proprietários é que se dirigem primeiramente para as cabines de controle, a altitude me pegou de uma forma tão esquisita que minhas pernas não me deixavam andar em linha reta, o coração acelerou e as pernas eram muito pesadas, parecia completamente embriagada. Procurei manter a calma, parar, respirar, sentar e beber água. Depois disso, logo melhorei. Mas o visual era lindo, pena que não estava tão boa para registrar mais fotos!
Cruzando a fronteira, por mais que estejamos na mesma Cordilheira e no Deserto do Atacama, a paisagem sofre uma pequena mudança. Começamos a notar mais gelo no topo das cadeias de montanha e na própria estrada, nos obrigando a fazer caminhos alternativos. Algumas montanhas que já tinham passado pelo desgelo parecem uma pintura, pois o gelo muda a coloração da montanha. Entendemos bem o nome do "bolo nevado" das confeitarias famosas!
Seguindo viagem, passamos por um longo trecho em Altiplano e descida, em que pudemos observar muitas formações vulcânicas em sequência com os seus picos nevados e até um vulcão em atividade, soltado fumaça, o Lascar com 5.592m.
A grande estrela do lugar em termos de tamanho é o vulcão Licancabur. Desde que iniciamos a descida até a cidade de San Pedro de Atacama e durante toda a nossa estada, ele sempre estava presente. O antigo povo atacamenho atribuía a este vulcão a figura de um Deus que ficava observado a todos do alto de seus 5.916 metros de altitude. A paisagem também mudou, ficou mais árida, desértica e ao fundo era possível observar o enorme Salar do Atacama, um dos habitats naturais dos flamingos. Um dia bem cansativo e recompensador, os longos deslocamentos e estrada pesada de rípio foram compensados por paisagens diversificadas e lindas no altiplano da Argentina e Chile, o que me leva a ter certeza de que é muito egoismo pensar que "Deus é brasileiro", tem muita coisa linda a ser descoberta por aí!
Saímos de Santo Antonio de Los Cobres no dia 16/10, bem cedinho (7:30 da manhã) com 3 graus negativos. Seguimos com destino a Paso Sico, dirigindo por mais uns 300 Km de estradas de rípio (terra + cascalho), passando por dois salares fantásticos até chegar à fronteira.
Chegamos na fronteira, fizemos os trâmites burocráticos (na verdade esse Paso é bem tranqüilo uma vez que quase ninguém o usa – tem um asfaltado a uns 100 km mais ao norte, chamado Paso Jama), seguimos em direção à fronteira propriamente dita, onde paramos para tomar um lanche e comer tudo o que não poderia entrar no Chile, como embutidos, mel, frutas, pães que já estivessem abertos, sucos abertos e etc. No meio desse nosso piquenique, antes da linha de fronteira – quem se lembra do War com as fronteiras bem desenhadinhas, nessa fronteira tem uma estrada simulando a demarcação da linha entre os dois territórios... muito interessante – quando chegou um carro dos Carabineros do Chile (Polícia local). Vieram nos perguntar o que estávamos fazendo quando Chimbica, nosso mecânico, percebeu que o carro deles estava com o pneu furado. Resumindo, trocamos o pneu deles inclusive com o nosso macaco, sendo que nós estávamos de um lado da placa de fronteira (ainda na Argentina) e eles do outro lado da placa, ou seja, no Chile, foi bem engraçado a situação.
Seguimos adiante para o controle sanitário do Chile que acontecia normalmente naquela cabine, a mais de 4.000m de altitude. Neste momento, descobrimos que o controle seria feito apenas em San Pedro do Atacama e lá só foi feito uma entrada. Que alívio, juro que achei que fosse ter um treco. Como sou proprietária do carro e neste momento os proprietários é que se dirigem primeiramente para as cabines de controle, a altitude me pegou de uma forma tão esquisita que minhas pernas não me deixavam andar em linha reta, o coração acelerou e as pernas eram muito pesadas, parecia completamente embriagada. Procurei manter a calma, parar, respirar, sentar e beber água. Depois disso, logo melhorei. Mas o visual era lindo, pena que não estava tão boa para registrar mais fotos!
Cruzando a fronteira, por mais que estejamos na mesma Cordilheira e no Deserto do Atacama, a paisagem sofre uma pequena mudança. Começamos a notar mais gelo no topo das cadeias de montanha e na própria estrada, nos obrigando a fazer caminhos alternativos. Algumas montanhas que já tinham passado pelo desgelo parecem uma pintura, pois o gelo muda a coloração da montanha. Entendemos bem o nome do "bolo nevado" das confeitarias famosas!
Seguindo viagem, passamos por um longo trecho em Altiplano e descida, em que pudemos observar muitas formações vulcânicas em sequência com os seus picos nevados e até um vulcão em atividade, soltado fumaça, o Lascar com 5.592m.
A grande estrela do lugar em termos de tamanho é o vulcão Licancabur. Desde que iniciamos a descida até a cidade de San Pedro de Atacama e durante toda a nossa estada, ele sempre estava presente. O antigo povo atacamenho atribuía a este vulcão a figura de um Deus que ficava observado a todos do alto de seus 5.916 metros de altitude. A paisagem também mudou, ficou mais árida, desértica e ao fundo era possível observar o enorme Salar do Atacama, um dos habitats naturais dos flamingos. Um dia bem cansativo e recompensador, os longos deslocamentos e estrada pesada de rípio foram compensados por paisagens diversificadas e lindas no altiplano da Argentina e Chile, o que me leva a ter certeza de que é muito egoismo pensar que "Deus é brasileiro", tem muita coisa linda a ser descoberta por aí!
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