O primeiro ano do Pedro...

sexta-feira, maio 28

Mordidas - Parte II


Mais uma curiosidade que encontramos no site www.dogtimes.com.br

"Quando estamos tratando de um filhote, é fundamental lembrarmos que ele brinca com as crianças da casa da mesma forma que brincava com seus irmãos de ninhada. E as mordidas aí surgem naturalmente, sem nenhum contexto agressivo. Para piorar este quadro, ainda temos crianças que se deixam ser mordidas como o “preço” por brincar com o cão. Nem uma coisa, nem outra! Essas mordidas não devem ser encaradas como sinal de agressividade da parte do cão, mas nem por isso devem ser toleradas. É preciso educar este cão a não morder, e ao mesmo tempo deve-se orientar as crianças a não se deixarem morder. Muitas vezes essas crianças falam que não se incomodam, mas isso não deve ser permitido.

Outro aspecto que deve ser considerado neste quesito é o fato dos cães não terem dedos articulados, com isso, sempre que eles querem “pegar” qualquer coisa, eles usam a boca. Muitas vezes o cão quer puxar a criança para junto dele, ou mesmo levá-la a outro lugar, e ele usa o único instrumento que conhece para isso: os dentes. Mais uma vez na há qualquer agressão aqui".

Organização da Matilha - Parte I


Segue um texto interessante que encontramos no site www.dogtimes.com.br
Ilustra alguns comportamentos caninos que nos ajuda a ter um pouco mais de cautela quando os personagens são cachorros adultos e crianças.

"...Falando de cães adultos, é fundamental falarmos um pouco sobre a organização da matilha. Em qualquer matilha, todos os adultos são responsáveis pela educação e proteção dos filhotes. Quando um adulto quer reprimir um filhote – para que ele pare qualquer comportamento impróprio – ele pressiona seus dentes sobre o focinho do filhote. Esta pressão é leve, pois a intenção aqui é conter o filhote, e não machucá-lo. Quando cessa tal comportamento a mordida também acaba. Da mesma forma, podemos ter nosso cão tentando evitar que o bebê se exponha ao perigo, ou mesmo que a criança aprenda a lidar com o cão de forma mais gentil. Não é incomum que as crianças machuquem os cães quando brincam. Sendo mais desajeitados que os adultos, algumas crianças abraçam os cães de forma a sufocá-los. Outras ainda pegam-nos no colo – principalmente no caso de cães pequenos – chegando a machucá-los. Em vários casos vemos que tais cães já tentaram tudo antes de chegar à mordida, para se livrar do incômodo. Apesar desta mordida ser – na maioria das vezes – tomada como uma agressão, ela nada mais é do que o cão educando a criança. Ele está mostrando a ela que não gosta daquela atitude, e, a menos que a criança volte a incomodá-lo, ele não a machucará novamente.

É sempre importante lembrarmos que o cão age deste jeito, muitas vezes também, por estar assustado. Ao se ver sendo amassado no colo, ou ainda sufocado, ele age pelo instinto.

É preciso ter muito bom senso nesta hora. O mais comum é tratar o cão como o vilão da história, mas a coisa não é bem assim! Não se pode rotular o cão como agressivo pelo fato dele não querer ser machucado. Em linguagem clara, o cão agressivo machuca muito! Suas mordidas costumam sangrar; bem diferente da mordida que nem mesmo marca a pele.

Tão importante quando acostumar o cão à presença da criança, é ensinar a criança a respeitar o cão. Ele não é um brinquedo, e nem um saco de pancada! Se o cão não gosta de ficar no colo, a criança precisa respeitar isso. Se os pais não conseguem ter este tipo de atitude, acreditando que a criança deve ter prioridade em todas as questões, talvez seja o caso de esperar que ela cresça um pouco mais antes de ter um cão. Crianças mais velhas costuma entender mais facilmente estas regras, e são menos desajeitadas com os animais".

Footprint


Depois de tantas estórias diferentes que já vivi - mudando de rumos em algumas vezes - tento responder qual seria o legado que deveria deixar no mundo? Se eu pudesse sumir do mundo agora, qual seria a mensagem e os valores que EU deixaria à minha família, aos meus amigos, aos meus colegas, ao meu marido, ao meu filho... Será que estes são os valores que eu gostaria de ter deixado? Será que hoje eu construo a minha vida para que ao final a minha mensagem seja compreendida? Que mensagem seria esta? E se tivesse que mudar alguma coisa no caminho, o quê seria?
Será que todos os pais pensam nisto um dia?
Claro que só quem tem um pouco mais de TEMPO conseguiria refletir sobre temas complexos da existência humana. Mas neste caso, no momento de geração de uma nova vida, acredito que este comportamento de reflexão seja natural. Algo mais profundo sobre a preservação da espécie humana mesmo. Como minha amiga Aninha disse, depois de ser mãe será possível entender a Leoa do MGM Studio!
Enfim, fica aqui a reflexão e o pedido de perdão à filha respondona, à chefe chata, à esposa reclamona, à amiga ausente, à mãe inquieta e etc.
Amo todos vocês!

quarta-feira, maio 26

Esperando...


Realmente, esta sensação de esperar e aguardar a chegada de um Bebê é muito engraçada. Por hora, tudo está na mais perfeita ordem: malas prontas, guia de internação preenchida, lembrancinhas, quadro de decoração e a certeza de que não falta nada. Mas, por outro lado, você começa a pensar quanto tempo ainda falta, qual será o dia em que você sairá de casa e como será quando voltar com um "pacotinho de gente" sem manual de instruções! A minha amiga Pri já disse: "Rê, relaxa, você acha que não dá conta, e não dá mesmo, mas daí, você pede ajuda, e TUDO se ajeita". Confesso que foi a frase mais certa para uma pessoa como eu, que sempre acha que "pedir ajuda=derrota". Sem dúvida, estamos papai e mamãe repensando estes valores. Certeza que o papai pensa igual, ou pergunta para ele se pede indicação de caminho ao frentista do posto de gasolina? :-)

terça-feira, maio 18

Consulta Médica


Ontem fomos na consulta médica da Dra. Tânia. Para quem não a conhece, a Dra. Tânia, além de Ginecologista e Obstetra é Sexóloga... no mínimo algo engraçado conversar com ela.
Logo no início da consulta ela tratou de assustar o papai: "Esse menino não passa do final do mês!!!". Nesse momento, papai fica gelado começa a balbuciar algumas frases sem sentido e, no seu íntimo, pensa: não tem mais jeito (para não falar nomes feios em um blog dedicado a bebês). Automaticamente, me pego conversando com a barriga e tentando negociar algo que depende apenas da vontade da mãe Natureza: "Filhão, pelo menos mais uma semana na barriga da mamãe. Tenta segurar pelo menos até o dia 3 de junho."
Por que 3 de junho?!? Sei lá... talvez seja a maneira de "empurrar com a barriga" (literalmente!!!) algo que não me sinto totalmente preparado, um último fio de esperança de a obra ficar pronta a tempo, uma tentativa em vão de maximizar o seu tempo de férias e a Copa do Mundo (ok, não conseguirei assistir de qualquer maneira), uma tentativa de não perder uma corrida de 25 km que acontece no dia 30 de maio, sei lá!!!! Nessa hora, como sempre, os homens (especialmente do sexo masculino) tornam-se meros passageiros e coadjuvantes.
Todos os meus amigos que já são pais dizem que um pai nasce junto com o filho... mesmo assim ainda estou tenso.
Bem, agora é contar os dias e controlar a ansiedade.

domingo, maio 16

Domingão

Domingo é um dia engraçado.
Aprendi a gostar dele aos poucos... tem um quê de adimirar o ócio, algo como se permitir não fazer nada.
Hoje foi um dia desses. Saímos ao mínimo de casa. A Renata (Mamãe) passou quase o dia todo preparando o ninho do Pedro, lavando umas roupinhas e aproveitando o Sol que estava muito bom.
Tenho certeza que quando você (Pedro) chegar os domingos ganharão uma nova dimensão. Obviamente teremos menos tempo para "não fazer nada" mas com certeza ganharemos muito mais diversão!!!!
Um grande beijo,
Jair (Papai).

sexta-feira, maio 14

Uma interessante reflexão sobre a infância...

Desconheço a autoria real do texto abaixo, porém, vale lembrar o quanto éramos livres e como esta liberdade pura e ingênua nos ajudou a sermos mais Humanos e Leves. Hoje, os contatos mudaram, as relações estão mais superficiais e as brincadeiras são parte do mundo virtual.
Boa Leitura!

Sobreviventes (Luis Fernando Veríssimo)
Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham sem instruções de uso.
A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!
Que horror! A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã...
A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo: nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo. Não existiam os celulares! Incrível!
A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém...
Eram só “acidentes” de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas caíam no terreno do vizinho...???
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos...
E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido: na maioria das vezes, nem mesmo nosso pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol...
A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo...Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem computador, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel...
Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!
Os nosso estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores...aquele cara com um peixe nas costas... (um tal de óleo de rícino).
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quantos os outros, e tiveram que refazer a segunda série...Que horror! Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho...
As nossas iniciativas eram “nossas”, mas as conseqüências também!
Ninguém se escondia atrás do outro... Nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras! Se nos comportávamos mal, nosso pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso!
Sabíamos que quando os pais diziam “NÃO”, era “NÃO”.
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas às vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu inventores, artistas, amantes do risco e ótimos “solucionadores” de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências...
Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade...
E não é que aprendemos a resolver tudo!!! E sozinhos...
Se você é um destes sobreviventes...
PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DE SUA VIDA....

Para quem está curioso de como estou, uma foto da mamãe


O Papai tirou essa foto hoje.
Estou muito grande e a casa ainda está uma bagunça... tudo bem. Eles têm o péssimo hábito de fazer tudo junto e agora terão que aprender um pouco comigo.
O papai está tocando a casa nova e a mamãe ficou responsável por mim... só que a obra atrasou e terei que "acampar" na casa velha! Tudo bem... nem vou lembrar disso e com certeza ainda irei rir muito dessa história.
Vejam a minha foto...

Eu amo os meus vizinhos!


Mamãe e papai sempre nos disseram para ter uma ótima relação com vizinhos, afinal, nunca saberemos ao certo quando precisaremos deles..."Alguém pode se quebrar na escada, seu filho precisará de um abrigo na chuva depois de ter esquecido a chave de casa ou mesmo no meio daquele bolo de laranja à espera de visitas você precisa do fermento!" Pois é, para estas e outras é que os vizinhos são importantes!
Mas, o maior aprendizado é que vizinho é diferente de amigo, amigo é para toda hora, qualquer assunto, você não mede palavras e não precisa se esforçar para ser simpático. Vizinho já é diferente, muitas vezes você tem que sorrir no dia seguinte, mesmo quando ele esquece o carro trancado com o som ligado bem alto no meio da madrugada. Você tem que engolir desaforos e denúncias desleais, ter sempre uma estória bacana e feliz para contar e saber negociar muito, muito, mas muito bem. Vizinho é como o seu contador, você precisa confiar antes para dizer tudo que precisa e este foi o conselho que aprendemos e que papai e mamãe já sabiam!
Pois é, não tínhamos pegado ainda esta malícia quando no meio de uma Obra acabamos por contar e acreditar em vizinhos.
Conclusão, Vizinhos não são Amigos e tivemos além de algumas úlceras, cabelos brancos e contrações, uma obra parada, reclamações de alturas de muros, desaforos para retirada de janelas dos lugares e agora mais outra altura de muro 2 cm desregular.
Alguém sabe me dizer como é que os vizinhos arrumam tanto tempo para fazer tanta cagada? Será que eles tem alguma noção do que este papel causa de transtorno na sociedade?
É por estas e outras que NÓS AMAMOS NOSSOS VIZINHOS, vamos procurar ter SEMPRE uma ótima relação com eles e apesar de tudo, nossa obra já virou uma casa de massinha, todos os vizinhos que chegam lá na frente e pedem para mudar alguma coisa, a gente muda e aceita sugestões. Obrigada queridos vizinhos e sempre que quiserem, teremos fermento e um ombro amigo!

Alguns aprendizados do processo: Gestação

Voltando para aquela criança que fazia de tudo a todo momento e adorava desafios, lembram? Não façam da sua Gestação um desafio constante....

Pois é, vou contar aqui algo que as pessoas normalmente não contam sobre este processo, ao menos as minhas amigas que ficarem grávidas depois saberão um pouco mais sobre a realidade das coisas...

1. Aprenda a respeitar o seu ritmo

A bibliografia já dizia isto, gerar uma nova vida envolve quase tudo em dobro, principalmente a paciência uma vez que tarefas simples não conseguem mais ser realizadas com a mesma garra e disposição.
O primeiro trimestre eu praticamente passei dormindo e tirando um cochilo de 15 minutos depois do almoço no WC ou no Carro. O quarto mês passei muito mal, com muitos enjôos e emagreci 4 quilos. A partir do quinto mês comecei a aproveitar muito, muitos passeios, muita disposição e muita energia, levando a vida adoidado como se a pequena "pança" não existisse. Até que, de repente, de uma semana para outra, no oitavo, mês tudo mudou. Hoje, me arrasto para subir a escada de casa, para mudar de posição na cama e para pegar um papel na impressora e ainda reclamo muito. O meu erro foi o de não curtir esta gestação desde o início, não conversar com o meu corpo e com a minha barriga. Tanto que quando nos encontramos no oitavo mês, a minha barriga e eu éramos praticamente desconhecidas. Sei que devem estar se perguntando quão louca sou, mas tudo acontece muito rápido e de um dia para o outro o seu corpo amanhece diferente e mais lento. Um dia, depois de sair do banho, tentei cruzar as pernas para passar um creme nos pés, algo muito normal e corriqueiro. Foi quando percebi que não os alcançava. Ao invés de conversar com o Bebê e tentar uma nova posição que facilitasse, fiquei fazendo uma gangorra com o objetivo de alcançar os pés e dando uns trancos na barriga com raiva de não encostar mais nos meus pés! Uma cena cômica, mas os pés passaram a ser o desafio! E claro, depois deles vieram outros: como pegar as necessidades das cachorras, calçar uma meia calça, amarrar um tênis e mesmo carregar uma bolsa mais leve (este será um desafio constante de todas as mulheres que conheço :0) ).
2. Aceite as Mudanças que acontecerão ao longo do processo

Já que falta bem pouco, hoje percebo que todas as mudanças aconteceram de forma muito rápida, que uma ebulição de emoções, angústias, sentimentos que variam da euforia até a tristeza são normais. Aos poucos a pessoa que você é se torna algo diferente e sem importância, suas prioridades mudam, sua paciência, seu desapego ao seu EU. Viagens a parte, sinto ainda não estar pronta para tamanha mudança, mas certamente estarei mais preparada agora. Claro que NÃO VOU DAR CONTA SOZINHA, mas quem disse que precisa? será que não posso pedir AJUDA? Há algum crime nisto?
3. Aprenda que as pessoas são curiosas e tudo bem!

A sua barriga vai virar um corrimão de escola, todos se acham no direito de apertar e passar a mão. Há até algumas pessoas decidem conversar com ela no meio da rua. No início isto lhe parece estranho, mas depois você imagina que é algo da própria humanidade....algo de querer bem, de cuidar, de querer saber mais e certamente o mundo animal deve ter isto em uma outra forma de linguagem. Porém, o que queria saber é o motivo de sempre as pessoas terem algo ruim ou triste para contar para grávidas! Ainda não consegui entender porque as pessoas trazem notícias de aborto, de doenças, de vacinas, de casamento que acabou com gravidez......Enfim, lembre-se de que a sua barriga é o seu mundo e acredite apenas no que a sua médica (o) disser. Lembre-se de que as pessoas são curiosas e querem saber o seu bem apenas. Faça como no Elevador "Boa tarde, nós estamos muito bem, obrigada por preocupar-se com a saúde do meu bebê! Adoraria se não continuasse a contar esta sua estória triste sobre gravidez" e saia sorrindo e feliz. Ninguém quer saber se o seu primeiro US deu probabilidade de doenças genéticas acima ou abaixo de 25.000!
4. A vida é feita de fases

Lembre-se do conselho da sua avó, tudo na sua vida são etapas e fases. Certamente toda esta mudança tem um ciclo e no caso da Gestação estamos falando de uma vida que irá se transformar em algo grande permeado por um sentimento de amor, de renúncia, de afeto que irá envolver todos aqueles que estarão a sua volta. E se tudo ainda assim não sair como o planejado, não se desespere. As cólicas devem durar 3 meses, a sua licença maternidade duram 4 meses e você terá ainda 1 mês para cuidar do seu bebê com tranquilidade.
( E ASSIM SEJA!)

Quando o Pedro chegar.....


Estamos pensando o quê será melhor fazer na volta da maternidade: cachorros estarem aqui em casa ou cachorros chegarem do canil alguns dias depois do meu retorno?
Nestas horas, cada pessoa diz uma coisa...."Você estará com um corte na barriga e a Luna vai pular em você, elas não podem estar em casa quando chegarem", diz a mamãe, médica. "Claro que elas precisam estar, afinal, já moravam na casa e o Bebê será um intruso", diz o passeador de cachorros. (Bebê intruso, esta é boa!)" Elas tem que receber brinquedos que devem ser colocados embaixo do berço do Bebê, assim vão pensar que ganharam o brinquedo do Bebê", diz a fisioterapeuta da Julie. Sim, meus cães são chiques, tem fisioterapeuta e tudo. "Mas elas não vão entrar no quarto do Bebê, não é mesmo?" diz a sogra, um pouco assustada.
Claro que ainda não temos a fala do Pediatra que aliás, será uma outra difícil escolha já que ele precisará aceitar que "Sim" temos 2 cachorros, um de 25 e 30 quilos, "Sim", eles entram em casa e "Sim" eles adoram crianças e por último, "Sim", eles fazem sujeira e que "Não", elas não irão matar o Pedro!
....de volta ao assunto, claro que vamos sentir tudo como irá acontecer na hora. Afinal, foram as minhas duas cachorrinhas que descobriram a minha gravidez, lambendo a minha barriga aos 3 meses de gestação e são elas que hoje não saem do meu lado e ficam deitadas no meu pé o tempo todo. Este comportamento era totalmente diferente antes da gestação e me pergunto o que será que os animais sentem, cheiram e ouvem de dentro da minha barriga. Realmente algo muito curioso.
O que estamos fazendo é contar ao Pedro quem ele irá encontrar em casa, como está a casa dele, que ele irá nascer na casa antiga e que em breve irá para a casa nova, que a mamãe já vem arrumando as coisas dele desde a descoberta da gravidez, tentando convencer o papai de que era melhor termos um plano B de moradia e que finalmente ele terá duas amigas mamíferas de 4 patas cada uma. Todo isto serve para que ao final de tudo ele nos diga: "Mamãe e Papai, fiquem tranquilos, eu já sabia que iria morar na casa de vocês com estas duas peludas de 4 patas, afinal aprendi a ouvir o latido delas desde pequenino...e quando engatinhar, irei em direção delas, não tenham medo!".

quinta-feira, maio 13

Minhas Cachorras, Minhas Cobaias!


Demorou um pouco para aprendermos a lidar com as cachorras. Agradecemos ao Cara lá de Cima pelas duas estarem vivas até hoje e ao "tio Renato", nosso veterinário querido. Parênteses: estava até pensando em abrir um plano de saúde do Pedro na mesma clínica da Julie e da Luna, pois daí levamos todos os filhos no mesmo "pediatra" (gente é brincadeira!).
Golden Retriver, a raça cujo dono sempre é quem está com a bolinha é extremamente dócil, companheira, leal. MAS........quando filhotes são cães destruidores e curiosos! Como o plano com o meu marido era: Casa, Cachorros e Filhos (NESTA ORDEM) estava provado que se conseguíssemos cuidar de um cachorro, conseguiramos cuidar de uma criança. A Luna teve VÁRIOS episódios de QUASE FUI DESTA PARA UMA MELHOR. A primeira foi quando nossa primeira empregada faltou e ela ficava umas 4 horas sozinha no quintal. Eu deixei uma porta do depósito entre-aberta e suspeitei que ela pudesse comer alguma coisa. Pedi para o meu marido passar em casa quando viu a cena da cachorrinha de 6 meses comendo FARINHA DE OSSO (um tipo de adubo para plantas). Agora, o quê um pacote de adubo fazia no depósito? Esta pergunta eu respondo em outro post..... Claro que a embalagem tinha a foto de um animal com um "X" no meio e ligamos para o CEATOX que pediu para levarmos o animal imediatamente ao veterinário.
O tratamento foi um dia com soro na veia e um mês de Omeprazol para restaurar o estômago. Outra vez foi o dia do passeio sob o pé de amora. Não sei quantas amoras a cachorra comeu, mas passou a noite toda colocando todas para fora.....Graças ao "tio Renato" aprendemos que cachorros não toleram frutas cítricas e que também comem aquilo que regurgitam com a maior facilidade do mundo. Além é claro de comer fezes quando se sentem desnutridos, por exemplo. As últimas da Luna foram as constantes diarréias e as doenças de pele. Certamente as duas cachorrinhas já tomaram mais antibióticos na vida do que nós humanos.
Enfim, não se trata de uma comprovação, mas temos alguma experiência com cachorros que nos fez abstrair uma séria de coisas indigestas do Mundo dos Bebês o que nos faz achar que será mais fácil do que imaginamos tomar conta do Pedro.......Tomara que no futuro, o Pedro entenda quando abrirmos a boca dele para colocar um comprimido em sua garganta :-) (Filhão, nós já te amamos).

Tudo junto e agora!

Desde pequena, sempre fui uma criança com muitas atividades recreativas, da escola ao Ballet, passando pela aula de linguas e pelas brincadeiras em um condomínio com mais de 40 crianças da mesma idade. Estudava para as provas ao mesmo tempo em que assistia televisão. A brincadeira preferida era Polícia e Ladrão e gostava de ser Ladrão para fugir e correr como os meninos faziam. Uma vez me surpreendi, tive uma séria doença e fiquei quase 20 dias em casa de cama - achava um verdadeiro absurdo ficar "sem fazer nada". Nesta hora, percebi meu modo de viver e os desafios constantes que me colocava. Todas as coisas na minha vida aconteciam "tudo junto e agora" de forma que normalmente mal tinha tempo para celebrar e curtir o que tinha conquistado, já pensava na próxima tarefa, na próxima conquista, no próximo desafio. Não que o desafio não seja importante, sem dúvida é uma peça chave para gerar a iniciativa e o fluxo na vida, porém, viver neste ritmo, o tempo todo não é nada saudável. Fatalmente, ao final do 8º mês de gestação o mesmo episódio de repete: a super executiva quer trabalhar e se provar como um menino, quer ser a esposa perfeita, a chefe exemplar, a dona-de-casa querida e ainda dar conta de tudo como se não existisse amanhã. E, aqui estou eu de novo, me resguardando para o Pedro não nascer antes do tempo. Certamente a palavra é DESACELERAR! "Slow Food", "Slow Life", "Slow Flow"! Fazer tudo devagar, de forma simples, única e consciente. RESPIRAR é a segunda palavra e se existisse uma terceira, certamente seria MEDITAR!