O primeiro ano do Pedro...

sexta-feira, maio 28

Organização da Matilha - Parte I


Segue um texto interessante que encontramos no site www.dogtimes.com.br
Ilustra alguns comportamentos caninos que nos ajuda a ter um pouco mais de cautela quando os personagens são cachorros adultos e crianças.

"...Falando de cães adultos, é fundamental falarmos um pouco sobre a organização da matilha. Em qualquer matilha, todos os adultos são responsáveis pela educação e proteção dos filhotes. Quando um adulto quer reprimir um filhote – para que ele pare qualquer comportamento impróprio – ele pressiona seus dentes sobre o focinho do filhote. Esta pressão é leve, pois a intenção aqui é conter o filhote, e não machucá-lo. Quando cessa tal comportamento a mordida também acaba. Da mesma forma, podemos ter nosso cão tentando evitar que o bebê se exponha ao perigo, ou mesmo que a criança aprenda a lidar com o cão de forma mais gentil. Não é incomum que as crianças machuquem os cães quando brincam. Sendo mais desajeitados que os adultos, algumas crianças abraçam os cães de forma a sufocá-los. Outras ainda pegam-nos no colo – principalmente no caso de cães pequenos – chegando a machucá-los. Em vários casos vemos que tais cães já tentaram tudo antes de chegar à mordida, para se livrar do incômodo. Apesar desta mordida ser – na maioria das vezes – tomada como uma agressão, ela nada mais é do que o cão educando a criança. Ele está mostrando a ela que não gosta daquela atitude, e, a menos que a criança volte a incomodá-lo, ele não a machucará novamente.

É sempre importante lembrarmos que o cão age deste jeito, muitas vezes também, por estar assustado. Ao se ver sendo amassado no colo, ou ainda sufocado, ele age pelo instinto.

É preciso ter muito bom senso nesta hora. O mais comum é tratar o cão como o vilão da história, mas a coisa não é bem assim! Não se pode rotular o cão como agressivo pelo fato dele não querer ser machucado. Em linguagem clara, o cão agressivo machuca muito! Suas mordidas costumam sangrar; bem diferente da mordida que nem mesmo marca a pele.

Tão importante quando acostumar o cão à presença da criança, é ensinar a criança a respeitar o cão. Ele não é um brinquedo, e nem um saco de pancada! Se o cão não gosta de ficar no colo, a criança precisa respeitar isso. Se os pais não conseguem ter este tipo de atitude, acreditando que a criança deve ter prioridade em todas as questões, talvez seja o caso de esperar que ela cresça um pouco mais antes de ter um cão. Crianças mais velhas costuma entender mais facilmente estas regras, e são menos desajeitadas com os animais".

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